Top 5+5: Os aliens mais malvados (Parte 1)

E mais uma vez o Satélite Vertebral traz o Top 5+5. O assunto de hoje é um tema que assusta e ao mesmo tempo fascina a humanidade, que é a possibilidade de existir vida inteligente fora do planeta Terra.

Embora algumas vezes já é difícil encontrar vida inteligente aqui, imagina lá fora, nos locais mais obscuros do cosmos. Mas ainda assim a ideia é fascinante, tanto que Carl Sagan, o famoso astrônomo e divulgador da ciência, afirmou que “se não existe vida fora da Terra, então o universo é um grande desperdício de espaço”.

Mas cá entre nós, e se realmente existir uma civilização inteligente em outro mundo, será que eles serão do bem ou do mal? Será que eles acham relevante o conceito de bem e mal?

Pensando acerca desse assunto, lembrei de cinco filmes que mostram que, para o nosso azar, os alienígenas nem sempre poderão ser criaturas afáveis e pacíficas.

The Thing (1982)

O longa-metragem The Thing foi dirigido por John Carpenter e a música é de Ennio Morricone, com colaboração do próprio diretor.

The Thing, que no Brasil recebeu o título de O Enigma de Outro Mundo, é uma refilmagem do filme O Monstro do Ártico, que por sua vez, é baseado em um conto chamado Who Goes There?
O longa-metragem fala sobre uma equipe de cientistas na Antártida. Tudo ia bem, até que a equipe se depara com um alienígena que possui a capacidade de imitar com perfeição outras formas de vida.

Os efeitos especiais são excelentes (e olha que foram sem CGI), Kurt Russel está muito bem no papel e o ritmo de suspense é bem elaborado, mas o filme foi um retumbante fracasso de crítica e de público. Uma das explicações é que no mesmo ano fora lançado o ET do Spielberg. Daí não havia como competir. É óbvio que um alienígena do bem e carismático ia dar uma surra astronômica em um extraterrestre do mal. Ainda mais um extraterrestre que faz isso aqui:


Atualmente The Thing é considerado um clássico do gênero e em 2011 foi feito um prequel da história.

O Tesouro do Óvni (1988)


Imagine um filme que mistura alienígenas do mal, androides, nazistas, teorias da conspiração, espionagem, artefatos astecas e Triângulo das Bermudas. Pois é, o diretor italiano Nello Rossati já imaginou e assim nasceu Top Line, que aqui no Brasil recebeu o título de O Tesouro do Óvni. Aliás, esse longa-metragem foi lançados nos EUA com nome de Alien Terminator, tentando pegar carona no sucesso das franquias Alien e Exterminador do Futuro, mas nem isso ajudou.

No filme, Franco Nero interpreta um jornalista que está na Colômbia em busca de material para o seu novo livro. Em uma das suas andanças, o cara encontra relíquias astecas muito valiosas. A partir daí surge uma investigação e uma amalucada trama conspiratória. 

Para piorar, androides perseguem o protagonista em cenas de ação fajutas, mas que involuntariamente rendem boas gargalhadas. No elenco, além de Franco Nero, também está Deborah Moore, filha do ator Roger Moore.

O Tesouro do Óvni apresenta uma narrativa por vezes muito arrastada e ainda reserva um final surpresa capaz de corar até mesmo o diretor M. Night Shyamalan, mas apesar dessas falhas, possui efeitos especiais relativamente bons para o período. Para quem procura por filmes tão raros quanto artefatos alienígenas, é uma boa pedida.

Eles vivem (1988)


No mesmo ano do Tesouro do Óvni, apareceu nas órbitas das locadoras o Eles vivem, dirigido por John Carpenter. Foi nesse filme que pela primeira vez eu vi um tema que hoje é muito popular e debatido nas mais diversas mídias: as mensagens subliminares.

Na trama do longa-metragem, um desempregado “joão ninguém” que possui o nome sugestivo de John Nada (é sério!!) chega em Los Angeles e encontra trabalho na construção civil. 

Durante uma violenta atuação da polícia, que faz uma enorme bagunça no bairro pobre onde o protagonista mora, ele encontra óculos escuros aparentemente comuns, porém ao usá-los consegue enxergar horrendas criaturas alienígenas disfarçadas de seres humanos. Tais criaturas dominam a raça humana por meio de mensagens subliminares que são trasmitidas através da TV, cartazes, outdoors e até pelas notas de dinheiro.

O filme apresenta uma premissa muito bacana, que lembra muito aquelas tramas de seriados estilo Twilight Zone. No geral, Eles Vivem é um chute no estômago do capitalismo em forma de filme B.

O Grande Anjo Negro (1990)


Dolph Lundgren, um dos mais famosos atores neanderthais dos filmes de ação, possui um”invejável” currículo. O cara já surrou Sylvester Stallone em Rocky 4, já lutou contra o Van Damme na franquia Soldado Universal, faz parte do elenco de Os Mercenários e, inclusive, pasmem, já enfrentou um alienígena. O filme em questão é O Grande Anjo Negro, dirigido por Craig R. Baxley

Na história do filme, o tal extraterrestre, muito mal intencionado, injeta heroína em suas vítimas e depois retira delas uma substância que, para o organismo dele, é viciante.

A luta entre Lundgren e o alien, que é um cara com dois metros de altura e que poderia atuar em qualquer equipe de basquete da galáxia, é uma excelente cena de ação filmada de forma decente, sem aqueles cenas picotadas e com imagens tremidas, comuns nos dias atuais.

Ataque ao prédio (2011)

Que o cinema gosta de mostrar aliens visitando os EUA o planeta inteiro sabe. Mas dessa vez a invasão acontece é na Inglaterra, mais precisamente em Brixton, bairro da zona sul londrina famoso pela violência e a significativa presença de imigrantes caribenhos e africanos, mais precisamente ainda em um prédio localizado nesse bairro.

A invasão dos ETs ocorre na data festiva chamada Noite de Guy Fawkes (basta analisar a fundo a história do V de Vingança para saber a importância desse feriado em solo britânico).

O ponto interessante desse Ataque ao prédio é que os protagonistas (grupo de garotos envolvidos com traficantes locais) acabam matando um dos aliens, que era uma fêmea fértil que estava a ser perseguida pelos machos da espécie. E eis aí um aspecto interessante da trama: pelo fato de que os caras ficaram impregnados com o cheiro da fêmea morta, apenas eles são perseguidos pelos “machos excitados” e sedentos por sangue, tornando a tal invasão alienígena algo “marginalizado”, restrito ao gueto, se é que você me entende.

E como os visitantes espaciais metidos decidem trucidar um bairro pobre, as autoridades e o resto do país não dão a mínima para o assunto.

O filme é dirigido pelo estreante Joe Cornish e a produção ficou a cargo do Edgard Wright, que é o cérebro por trás dos divertidos Shaun of the Dead, a adaptação do Scott Pilgrim e, em breve, o super herói da Marvel Homem Formiga.


Esses foram os meus "5 centavos" de contribuição para o Top 5+5. Agora passo a vez para o Ibaldo.
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4 comentários

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Anónimo
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26 de dezembro de 2012 às 12:42 delete

Ô Fernando... Esse aí do Tesouro do Óvni eu lembro que a mãe tinha lá na locadora onde a gente cuidava. A cena da perseguição do robô é genial!

Isadora

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26 de dezembro de 2012 às 12:48 delete

Oi Isa... Valeu por comentar.

O legal é que mesmo sendo um filme B, maquiagem do tal androide até que ficou legal.

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Anónimo
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27 de dezembro de 2012 às 13:05 delete

Fernando, parabéns pelo texto... tu fez um resgate bem bacana, até tinha esquecido da existência de filmes como O Enigma de Outro Mundo q muito me assombrou quando pequeno, hauhaua!

Rafa Guerra

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27 de dezembro de 2012 às 13:37 delete

E aí Rafa Guerra...

O Enigma do Outro Mundo é realmente bem assustador. É considerado um dos melhores trabalhos do John Carpenter.

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